Resenha de “Cruzando o Caminho do Sol”

O romance foi escrito por Corban Addison, formado em direito pela Universidade de Virgínia e em Engenharia pela Califónia Polytechnic State University, San Luis Obispo. Addison se interessa muito por temáticas que envolvam direitos humanos internacionais e a abolição da escravatura moderna, é pai de dois filhos, mora no Estado de Virgínia nos Estados Unidos.

O livro “Cruzando o Caminho do Sol” foi lançado em 2012 no Brasil pela editora Novo Conceito, classificado com ficção norte americana narra a história de três personagens principais, na terceira pessoa, mostrando a perspectiva de cada um sobre a mesma história.

A narrativa começa quando as jovens indianas Ahalya e Sita, ambas menores de idade, estão tranquilas na praia, indo ao encontro dos pais, na costa oeste da  Índia, e são atingidas por tsunami. As jovens perdem os todos os parentes na tragédia e se veem sozinhas no mundo, sem rumo, as duas vão à procura de ajuda, mas acabam pedindo ajuda a pessoas erradas.

Do outro lado do planeta, em outro continente, Thomas Clarke nos enche com sua vida de advogado em uma grande empresa em Washington D.C., nos Estados Unidos. Recém-separado da esposa, Pryia, uma indiana, Thomas passa a maior parte do seu tempo enterrado no seu trabalho e cheio de remorso pela separação e perda da filha.

E aí entra a questão, onde as histórias se cruzam? Durante as quase 450 páginas desse livro belíssimo, o autor nos envolve com temáticas que vão desde ao tráfico humano de adolescentes, tráfico de drogas, exploração infantil à prostituição, e é aí que as meninas se encaixam. Depois de serem vendidas as jovens órfãs vão parar em um prostíbulo em Mumbai, na Índia, onde a mais velha, Ahalya, de 17 anos, é obrigada a se prostituir, enquanto um destino pior é reservado à pobre Sita, de 15 anos.

Thomas, nos Estados Unidos, passa por alguns problemas no trabalho e é obrigado a se afastar do emprego, sendo encaminhado para um estágio em Mumbai, para trabalhar em uma agência que cuida de questões envolvendo prostituição e tráfico de menores em Mumbai.

Em uma operação de resgate da polícia, Thomas se vê comovido pela história de Ahalya, que é resgatada e promete ajudá-la a encontrar sua irmã Sita, que foi vendida para um cafetão…

Existem três pontos importantes na história:

1º- Como o tráfico de pessoas;

2º- Existe corrupção no sistema, o que impede que a polícia e a justiça corram em favor das vítimas;

3º-  A prostituição e escravização infantil é mais comum do que parece nos três continentes apresentados na história.

Em primeiro lugar, fiquei muito chocada com a temática, já tinha lido sobre o assunto, mas nada tão profundo que me fizesse pensar na forma como as pessoas podem ser cruéis. O enredo é todo conectado, não tem um personagem que não implique na vida do outro sem ter um sentido para “o todo”. Eu consigo caracterizar como um suspense, porque das quatro partes em que o livro é dividido, a partir da terceira eu não conseguia largar o livro.

Fiquei bastante feliz com o final, não é surpreendente, mas retrata um pouco a realidade de forma otimista, recomendo pra quem gosta de suspense, histórias emocionantes e pra quem gosta de conhecer outras culturas. Boa leitura, espero que esse rascunho possa incentivar de alguma forma a leitura!

Comprei o livro das Lojas Americanas aqui da cidade, estava em promoção, por R$9,90.

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2 comentários sobre “Resenha de “Cruzando o Caminho do Sol”

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