Orgulho e Preconceito- Um deleite do século XIX

Jane Austen, inglesa de Hampshire, nascida no ano de 1775, foi criada pelo pai reverendo George Austen e pela mãe, Cassandra Leigh. Jane foi criada junto com suas seis irmãs. Seu primeiro romance, Emma, foi publicado em 1815. Jane passou boa parte da sua vida se dedicando aos sobrinhos órfãos e à literatura. Jane nunca se casou, por questões econômicas, mas, nunca deixou de se dedicar à escrita de seus romances, exprimindo a vida, os costumes e a burguesia do século XIX. Se dedicou não só aos livros, mas também escrevera peças de teatro e obras curtas, entre seus romances mais conhecidas estão: Razão e Sensibilidade (1811); Orgulho e Preconceito (1813); Mansfield Park (1814); Emma (1815); Northanger Abbay (1818) e Persuasão (1818).

Jane Austen morreu em 1817, mas seu legado permanece até o presente século e assim seguirá até os próximos que virão. Algumas obras de Jane foram adaptadas para os cinemas e fazem sucesso, como: Emma (1996); O Palácio das Ilusões: Manshfield Park (1999); Orgulho e Preconceito (2005, tendo também outras adaptações no cinema, como uma comédia indiana de Bollywood, de 2004 e uma série produzida pela BBC,  de 1995, entre outras); Amor e Inocência (2007); e Persuasão (2007), entre outros.

O início do romance a  história de Elizabeth Bennet e seu amado Mr. Darcy tem início com a chegada do jovem Mr. Bingley, acompanhado das irmãs e de seu amigo Darcy, a pacata Nerthefield Park. A intenção dos jovens é passar a temporada e gozar um pouco do ar do campo. O que parecia uma breve estada em um local agradável se torna uma oportunidade à Senhora Bennet.

Com cinco filhas jovens: Jane, Elizabeth, Marry, Kitty e Lydia, a Sra. Bennet não perde a oportunidade de apresentar a filha mais velha Jane, ao jovem rapaz, rico e sem compromisso com jovem alguma.

Na primeira oportunidade, em um baile, o jovem Bingley se encanta pela jovem e lhe dedica algumas danças, à pobre Lizzy, apelidada pelos pais e íntimos, lhe restam apenas algumas observações feitas de mal gosto pelo orgulhoso e presunçoso Mr. Darcy.

Não demora muito até que Lizzy perceba que as observações são destinadas à ela, que retribui com o maior orgulho que lhe resta. Enquanto houver felicidade no rosto da irmã, nada mais importa à Elizabeth Bennet.

Mas, por infortúnio do destino, as terras da família são herança de um primo, não muito agradável e muito mal recebido aos olhos da família. Mr. Collins, pároco e com o intuito de fazer um pedido de casamento à uma das Bennets é empurrado para escanteio, enquanto os olhos de Lizzy são direcionados ao encantador oficial Wickham.

De boa índole Wickham não faz elogios à Mr. Darcy, e o que antes era visto apenas apenas com orgulho acaba por se transformar em uma “persona non grata”.  Após alguns acontecimentos, a imagem de Mr. Darcy se transformam em algo mais que afeição e Elizabeth se vê em uma situação amorosa ainda não resolvida.

Em um momento do romance, alguns papeis se invertem e antes o “vilão” Mr. Darcy como  Wickham apresenta, se torna o mocinho e herói apaixonado, e,   Lizzy tem de encara-lo com sua boa índole, suas boas intenções e  seu coração cheio de AMOR!!!

Nessa história, tenho de dar os créditos à querida Jane Austen, por construir um romance tão lindo, carregado de reviravoltas e inversão de papeis, personagens secundários maravilhosos e um luxo de descrições!!! Sim, o livro todo é carregado de descrições sobre as vestimentas, os costumes e os locais por onde os personagens passam. (Inglaterra, século XIX, bailes, almoços e jantares , passeios, etc. ).

E esqueçam sobre o Mr. Collins, pois irão aparecer personagens encantadores, como a querida amiga de Lizzy: Charlotte Lucas, Jane (a irmã); Lydia (a irmã espalhafatosa), entre outros.

Eis um trecho do romance (um diálogo entre Lizzy e Mr. Darcy ):

-A senhorita é generosa demais para divertir-se à minha custa. Se os seus sentimentos são ainda os mesmos de abril passado, diga-me isso agora. Minha afeição e minhas aspirações permanecem as mesmas, mas uma palavra sua me levará a silenciar para sempre sobre esse assunto. […]

O momento de ápice deste romance, na minha opinião, é o momento em que Elizabeth não se vê mais confusa e tem plena ciência de seus sentimentos e do adorado Mr. Darcy, até então não visto como um ser agradável. Os papeis se invertem e o leitor passa a enxergá-lo com mais carinho.

O que eu posso falar de Mr. Darcy? Além de ser um homem apaixonante, é um homem de respeito e que merece toda a atenção!!! Sim, ele é um personagem literário que deixa muitas moças encantadas e iludidas, à procura do homem que vista o personagem!!!

Eu acredito em Mr. Darcy?

Claro que não!!!

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